Casa da Caridade: Fruto da Videira

Como foi fundada a Casa da Caridade
– relação entre a história narrada por irmã Elisabete em "O Fruto da Videira"

 

Por: Diúla Maria Pereira (co-fundadora)

O ramo da parreira no Livro dos Espíritos

                Uma vez que me foi solicitado falar sobre “O Fruto da Videira”, livro este ditado por Ir. Elisabete, a Lívia Pereira– veio-me, por intuição, associar essa vida gloriosa da nossa querida Mentora, com as explicações que estão contidas nos “Prolegômenos” (em O Livro dos Espíritos), que são as orientações dos Espíritos a Kardec e muito têm a ver com o que queremos colocar para todos, nessa data memorável para nós, da “Casa da Caridade Ir Elisabete”, quando completamos 18 anos de existência, no trabalho de espiritualização e fraternidade.

 

                Vejamos o que ditaram os Espíritos a Kardec:

 

“Porás no cabeçalho: o ramo de parreira, que é o emblema do trabalho do Criador. Todos os princípios materiais que podem representar o corpo e o Espirito nele se encontram reunidos: o corpo é o ramo; o Espirito é a seiva; a alma ou Espirito ligado à matéria é o bago. O homem quintessencia o Espirito pelo trabalho e não é senão pelo trabalho do corpo que o Espirito adquire conhecimentos.”

(...)

É com perseverança que chegamos a recolher o fruto dos trabalhos e a satisfação vendo a doutrina propagar-se e bem compreendida.

Não te inquietem, pois, os espinhos e as pedras que os incrédulos ou os maus espalharão no teu caminho; conserva a confiança; com ela chegarás ao alvo e merecerás sempre a nossa ajuda.

Os Bons Espíritos só assistem aos que servem a Deus com humildade e desinteresse e repudiam a qualquer que procure no caminho do céu, um degrau para as coisas da Terra; eles se afastam dos orgulhosos e dos ambiciosos. O orgulho e a ambição serão sempre uma barreira entre o homem e Deus; são um véu lançado sobre as claridades celestes e Deus não pode servir-se do cego para fazer que compreendamos a luz”.

                São João Evangelista, Santo Agostinho, São Vicente de Paulo, São Luiz, o Espírito da Verdade, Sócrates, Platão, Fenelon, Franklin, Swedenborg, etc.

                Tudo isso que foi advertido, sabemos pelos estudos da Doutrina, que Kardec sofreu, mas seguiu fielmente, os aconselhamentos e foi vitorioso em sua missão: codificar os ensinos dos Espíritos, numa Doutrina que nos educa, orienta, instrui e consola: a Doutrina Espírita!

 

 

Sobre O Fruto da Videira

                Ao estudarmos ou lermos “O Fruto da Videira” vamos observar que, muito antes de Kardec, os cristãos, ou seguidores de Jesus Cristo – já vivenciavam todos esses empecilhos, inclusive eram levados ao sacrifício, pela fé que abraçavam; e, entre muitos cristãos, destacamos a nossa querida Mentora que nos relata com tanta sabedoria e humildade, uma das suas existências físicas, não como a conhecida Ir. Elisabete, mas como a servidora do Cristo – Sara de Jerusalém, onde vamos constatar: a vontade, esforço, abnegação, dedicação, sacrifício e renuncia de uma jovem mulher que se dedicou à missão nobre de cristianizar, amparar e educar aos seguidores da Doutrina de Amor e Fraternidade.

               Enfrentando os desafios de uma sociedade preconceituosa e altamente hostil à mulher, soube burilar os sentimentos no trabalho de espiritualização, para servir, com renúncia ao seu verdadeiro amor: Jesus Cristo!

                Fielmente, seguiu o ensinamento do Mestre quando disse:

                “Ama o teu próximo como a ti mesmo”; e “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Nisso conheceis que sois meus discípulos!

                Com esse Amor e devotamento, buscou não somente amparar, mas também, e, sobretudo, iluminar as consciências com a Luz do seu amor, despertando-as para a verdadeira realidade: a imortalidade e a caridade fraterna!

                Para tanto, ela criou a “Casa da Caridade”, na Roma dos Césares, aparentemente desafiando o poder e o politeísmo então vigentes.

Prolegômenos (introdução) de "O Livro dos Espíritos" - segunda edição francesa, de 1860

O Fruto da Videira, pelos espíritos: Elisabete e João Crisóstomo, narra uma das encarnações de Irmã Elisabete, no período inicial do Cristianismo, por psicofonia da médium Lívia Pereira Santos, com transcrição de Diúla Maria. 

Lívia Pereira, Hamílton Reis e Pedro, no lançamento da pedra fundamental em outubro de 2003.

Obra de construção da sede, 2005.

Palestra de Diúla, no aniversário de 18 anos da Casa da Caridade, em 25/03/2018, onde discorreu sobre o tema: Casa da Caridade: Fruto da Videira

 

Fundação da Casa da Caridade Irmã Elisabete

 

                Depois dessa experiência de vida, ela viveu muitas outras personalidades e destacamos a que é mais do nosso conhecimento – como Elisabete da Trindade, nascida no campo militar de Avor - FR, em 18.07.1880, mudando-se para Dijon, na França, por volta do século XIX. Até a juventude teve uma vida despreocupada, quando, na vida adulta, ingressou na vida religiosa, para melhor servir a Jesus, na pessoa do semelhante.

De regresso ao plano espiritual, aí concretizou a “Casa da Caridade” e, buscou materializá-la no plano terreno.

                Pelos idos dos anos 1991 a 1992, encontrou um coração que pulsou em sintonia com o seu e que pôde melhor captar os seus desejos, dando continuidade aos seus trabalhos, nos moldes atuais e nas condições possíveis. Esse coração foi o de Lívia!

                Assim, surgiu “o grupo Ir. Elisabete”, na Casa de Oração Bezerra de Menezes. Era um grupo de atendimento espiritual, seguido de estudos e mediúnica livre.

                O grupo foi crescendo, tomando vulto, e surgiu o momento de fundar, com o apoio de Ir. Elisabete e muitos Espíritos Amigos, a Casa da Caridade, que aconteceu no século 21, precisamente no ano 2000.

                Enquanto procurávamos o local para nos instalarmos, reunimo-nos no salão de festas do edifício Vivenda San Lorenzo, por umas três ou quatro vezes, para distribuição das atribuições de cada um, que se colocava disponível para o trabalho. Em 20 de março do ano 2000, na presença da Espiritualidade maior, de toda equipe terrena e do companheiro de fé, Hildebrando, inauguramos, oficialmente, a “Casa da Caridade Ir. Elisabete”, à rua da Amendoeira, número 1 – Jardim Imperial, na Avenida Jorge Amado.

                Vivenciamos dias felizes, de alegrias, fraternidade e espiritualidade; porém, enfrentamos muitas críticas, julgamentos, dúvidas, e até enfermidades! Mas, nós nunca desanimamos! A meta da Espiritualidade era um lugar maior e mais amplo, para mais trabalhos e mais trabalhadores!

                Precisávamos ter o nosso prédio; o alugado já não acomodava mais. Partimos para comprar um terreno e tinha que ser nessa área, porquanto havia sido assinalado por Ir. Elisabete.

                Partimos para conseguir recursos; onde, como? Não faltaram cursos, seminários, encontros, passeios, e tudo mais que pudéssemos angariar os recursos. Feira de livros usados, sorteios, rifas e venda de livros editados na Casa, assim, a nossa Lívia conseguiu o terreno. A luta continuou para angariar as condições para a construção da Casa, com a ajuda do amigo Hamilton Reis.

                Em 2002, foi lançada a pedra fundamental.

                Hoje, decorridos 18 anos desse momento feliz, estamos aqui a festejá-los, com a nossa Lívia ausente, fisicamente, mas com a permissão da Ir. Elisabete, aqui conosco, em espírito, vivenciando esse momento em que constatamos que o “Fruto da sua Videira” continua sendo cultivado nos corações que abraçaram com responsabilidade os ensinamentos teóricos e, exercitam na prática, essa Doutrina que nos faz compreender, que somos seres imortais e caminhamos para a luz, se, realmente, buscarmos segui-la com discernimento, bom senso, fé, fraternidade, respeito mútuo e muito amor.

                A capa do livro nos remete ao desenho dos Espíritos que nos mostra um cacho de uvas verdes e maduras, presos ao galho, com folhas, significando que a querida Ir. Elisabete quer nos mostrar que somos os bagos desse cacho e ela muito espera de nós!

                Avante, companheiros! Não decepcionemos esses Espíritos tão caros para nós, e que muito esperam da nossa dedicação, interesse, união, reciprocidade e responsabilidade para o Bem!

Salvador, 25 de março de 2018.

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